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sábado, 24 de outubro de 2009

BIOSFERA Automobilismo

Largada para a Sustentabilidade

por Diego Souza


A etapa da Stock Car deste final de semana trás uma novidade. A categoria aproveita a ida até uma das cidades mais ecológicas do Brasil, Curitiba-PR, para dar a largada ao projeto sustentável que será feito em 2010.

Para esta etapa, todo o carbono utilizado será neutralizado com a plantação de 560 árvores nativas nas matas ciliares do Rio Barigui, no Parque Tingui de Curitiba. Todo os resíduos serão reciclados por uma cooperativa local e os troféus da prova serão discos de freios usados na própria categoria. E em 2010, a categoria trocará o combustível do motor, de gasolina para etanol.

Com a presença de 12 pilotos da categoria, ainda foi organizada um corrida pelos ruas da cidade, de 10 km, que contou com a presença de 1500 corredores. Cada atleta se inscreveu com 1 kilo de leite em pó e o vencedor, Marcos Capistrano, realizou o percurso em 32 minutos e 43 segundos.

A largada da etapa de Curitiba da Stock Car será neste domingo, as 10h30 e a pole é do paranaense Ricardo Zonta, que não disputa a super final da categoria. Zonta ficou 43 milésimos à frente de Daniel Serra, que na segunda posição, é o piloto mais bem posicionado entre os que disputam o título. 

terça-feira, 29 de setembro de 2009

BIOSFERA Economia

Monte seu próprio aquecedor de água

por Diego Souza

Desenvolvido pela USP, o projeto do Aquecedor Solar de Baixo Custo existe desde 1999. A Ong Sociedade do Sol oferece o manual para que cada pessoa possa fazer o próprio aquecedor, além de treinamento para quem frequenta os cursos da Ong em São Paulo.

Este é o projeto desenvolvido na Vila Brandina, que você confere no Biosfera 5.

Para informações, acesse: http://www.sociedadedosol.org.br/home.htm

terça-feira, 22 de setembro de 2009

BIOSFERA Cinema

Filme lançado hoje tem visão pessimista sobre tragédias climáticas

por Diego Souza
O filme tem exibição hoje em 40 cidades do mundo. Em Campinas, será apresentado no Cine Topázio, às 21h.





O ano é 2055. Catástrofes naturais causadas pela mudança climática, seguidas de guerras, levaram ao colapso da civilização e à quase extinção da humanidade. Numa torre solitária, num Ártico livre de gelo, um sobrevivente reprisa vídeos do começo do século, quando as catástrofes começaram a acontecer. E se pergunta: “Por que não salvamos a nós mesmos quando tivemos a chance?” É esse o argumento de A Era da Estupidez, filme que pretende mobilizar a opinião pública para a crise do clima e para o novo acordo global contra os gases-estufa, a ser negociado em dezembro em Copenhague.

Meio ficção, meio documentário, o filme estrelado por Pete Postlewhaite (o pai de Daniel Dey-Lewis em Em Nome do Pai e o caçador de Jurassic Park) explora as consequências do chamado cenário “mesmo de sempre”, no qual as emissões de dióxido de carbono por atividades humanas continuam subindo sem parar.

Mais do que isso, no entanto, a produção da diretora britânica Franny Armstrong mostra por que esse é o futuro provável da espécie, ao contar histórias reais de pessoas comuns — cujas ações cotidianas contribuem para o problema.

Um dos personagens, por exemplo, é o milionário indiano Jeh Wadia, que aos 32 anos criou a primeira empresa aérea econômica da Índia, a Go (a aviação é uma das principais fontes de CO2). Há também o engenheiro britânico Piers Guy, que monta uma turbina eólica no quintal de casa para cortar as próprias emissões, mas não consegue montar uma pequena usina eólica em sua região por oposição dos vizinhos, ciosos de sua “paisagem”.

Do outro lado estão Fernand Pareau, o guia de montanha francês que vê o aquecimento mudar as geleiras onde cresceu, nos Alpes; a nigeriana Layefa Maleni, cuja aldeia é arruinada pela atividade da Shell no delta do Níger; e duas crianças iraquianas que se refugiam da Jordânia após terem o pai morto na invasão americana de 2003 — uma guerra por óleo.

Talvez a história mais emblemática de todas seja a de Alvin DuVernay, um morador de Nova Orleans que se recusa a evacuar a cidade durante o furacão Katrina, perde tudo o que tem e que acaba virando um herói local, resgatando uma centena de pessoas com seu barco. Depois de contar sua história, Alvin é filmado em seu local de trabalho: uma plataforma de petróleo da Shell na Louisiana, onde ele analisa amostras de fósseis marinhos para decidir onde é melhor furar... em busca de petróleo.


Libelo

O fi
lme é um libelo político e, para não arriscar diluir sua mensagem, Armstrong optou por uma produção 100% independente, financiada pela venda de cotas a pessoas físicas. “Nós queríamos independência para dizermos o que quiséssemos sobre mudança climática”, diz a produtora do longa, Lizzie Gillett. “Não queríamos ninguém chegando no final e fazendo cortes.”

O roteiro tem a tarefa difícil de emocionar um público já saturado de mensagens catastrofistas sobre o clima e exposto nos últimos anos a filmes como o ficcional-tragédia
O Dia Depois de Amanhã (2004) e o documentário Uma Verdade Inconveniente (2006). À diferença do primeiro, as tragédias climáticas mostradas são reais. À diferença do último, A Era da Estupidez não poupa empresas nem traz mensagens edificantes. O espectador sai do cinema deprimido e revoltado consigo. (Da Folhapress)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BIOSFERA Política

Eleições Verdes

por Diego Souza

Quando o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), após sair do PT, se lançou candidato ao Palácio do Planalto em 2006, muita gente o criticou com o rótulo do candidato de uma tecla só. Cristovam só falava em educação. Era educação para resolver a violência; educação para melhorar a qualidade de vida; educação para tudo. Apesar do discurso do senador ser correto, este tipo de programa não ganha eleição. A população quer educação, mas quer também uma solução rápida para os problemas do cotidiano e a educação é uma ação de longo prazo para resolver nossos problemas.

Cristovam sabia que não poderia vencer as eleições. Na verdade, os objetivos eram outros: o primeiro, era reposicionar o PDT após a morte de sua principal figura, Leonel Brizola; e o segundo, este pessoal do senador e ex-ministro da educação de Lula, era colocar a pauta da educação nas discussões eleitorais. Graças a ele, Lula e o tucano Alckmin foram obrigados a dar destaque à educação em seus programas de governo.

Com 2010 cada vez mais próximo, eis que a história se repete. Uma ex-ministra de Lula, também senadora, saiu do PT e vai se lançar à Presidência sem muitas chances de vencer a eleição e, muito provavelmente, rotulada como uma candidata de uma tecla só. Não é novidade que estou falando da senadora Marina Silva (PV-AC) e a tecla da vez é feita de material reciclado.

A repercussão já começou e o presidente Lula, que de burro não tem nada, já está armando sua candidata, a ministra Dilma Roussef, para apresentar um plano sustentável. Isto é para que o tema não seja abordado somente por Marina, e assim, boa parte do eleitorado preocupado com isso, fuja das mãos de Dilma. Trata-se do Pac Ambiental, pedido às pressas pelo presidente. E o candidato tucano, seja ele Serra ou Aécio, também terá que fazer o mesmo.

Não descarto as chances de Marina, mas elas são mínimas. Apesar de a senadora já aparecer com até 11% das intenções de voto, dependendo do cenário, na última pesquisa CNT/Sensus. O melhor desempenho de Marina, em relação à Cristovam, se deve ao fato dela ser mais conhecida, ser uma figura respeitada internacionalmente e ter uma biografia de luta conhecida: passou fome, foi seringueira, se formou em história e militou ao lado de Chico Mendes (sendo resumido e sem a riqueza necessária para contar a história de Marina). Mas a fraqueza do partido contribui em muito para prejudicar o desempenho da senadora.

O PV brasileiro não é um partido muito respeitado. Assim como a maioria de nossos partidos, tem membros que – bom, melhor não comentar – como Zeca Sarney, e boas figuras, como o deputado fluminense Fernando Gabeira. E o PV quer, com a entrada de Marina, uma chance para um reposicionamento da legenda em um momento em que todo o mundo fala de sustentabilidade e o partido não conseguia aparecer.

Mas no fundo, isto pouco importa. O que Marina pensou ao topar a proposta do PV já foi alcançado. Em 2010, a sustentabilidade estará mais presente do que nunca nos debates e, com o simples debate sobre o tema, o Brasil já ganha. Imagine com ações.

domingo, 6 de setembro de 2009

BIOSFERA Receitas

A equipe Biosfera pede desculpas pela demora e publica, agora, as receitas complementares do programa 3, na reportagem da composteira e do reaproveitamento de alimentos, do nosso repórter Fabiano Fachini. Bom apetite:

por Diego Souza


Patê de Talo de Espinafre com Manjericão

Ingredientes:
3 Colheres de Talos de Espinafre

1 Copo de Maionese

Folhas de Manjericão recém colhidas

Preparo: Bater no liquidificador os Talos de Espinafre com 2 de sopa colheres de maionese (somente para dar liga). Depois coloque na mistura o restante da Maionese e o Manjericão, bata tudo e está pronto.


Compota de Casca de Melão e Geléia de Casca de Abacaxi


Ingredientes:

Entrecasca de 1 Melão

Água

Açúcar

Preparo:

Retire a entrecasca (a parte branca entre a casca amarela e a polpa do melão que geralmente se come), corte em pedaços pequenos e reserve. Em uma panela coloque a água e o açúcar e mexa até formar uma calda em ponto de fio e, então acrescente os pedaços do melão e misture até amolecer.

Ingredientes:

Cascas de 1 Abacaxi

Água

Açúcar

Preparo: Cozinhe as cascas de abacaxi até ficarem macias. Bata no liquidificador e coe com uma peneira. Volte este suco ao fogo e coloque o açúcar aos poucos, até dar o ponto de Geléia.

BIOSFERA Legislação Ambiental

Manifesto Lixo Eletrônico

por Diego Souza

Uma Comissão especial da Câmara dos Deputados está estudando o projeto de lei  tenta definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PL 203/91). Foi alterada a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, o que retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que tem como objetivo criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletônico, problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.

Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

No site Lixo Eletrônico, você encontra o manifesto e todas as informações necessárias. Além de, é claro, o e-mail dos deputados que estudam o PL. Perceba que esta questão importante está circulando desde 1991. Faça pressão para que os parlamentares decidam a questão da melhor maneira e o mais rápido possível. Mais uma vez o endereço: http://www.lixoeletronico.org/manifesto