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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BIOSFERA -Moda Sustentável

Moda, arte e meio ambiente sob o olhar de Sandra Machado


Texto: Márcia Costa
Fotos Isabela Carrari
Modelo Anoã Vanelli

Arte, meio ambiente e moda criam belas conexões nas mãos de Sandra Machado. A natureza marca presença nas criações da estilista e artista plástica nascida em Goiás – seja como tema de seus figurinos, seja como fonte de preservação, a exemplo do mais recente projeto de reutilização de materiais que empreendeu em parceria com a Cooperilha, uma cooperativa de reciclagem de lixo urbano situada na comunidade de Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá (SP).

Depois de viver muitos anos em Belém (PA), em janeiro de 2008 Sandra trocou a Amazônia pela Mata Atlântica. Recentemente ela consolidou na Baixada Santista um trabalho que resultou em uma moda elegante e criativa, produzida a partir de resíduos orgânicos e urbanos, onde materiais aparentemente sem utilização alguma foram invariavelmente convertidos em belíssimos figurinos e acessórios.

Recém-chegada a Santos, em janeiro de 2008, primeiramente Sandra rendeu seu olhar para marcos da história, das artes plásticas, da arquitetura, da literatura e de ícones da natureza santista, rapidamente transpostos para vestidos e kaftas na exposição "Cantos da Costa - Poesia em Traje", realizada em novembro de 2008 na Pinacoteca Benedicto Calixto (http://estilosandramachado.blogspot.com/). A coleção é composta pela técnica de estamparia o batik javanês (uso de cera derretida para desenhar) e emprego de artesanatos têxteis, como bordado, aplicação de pedrarias, crochê e tricô. Em seguida, a estilista foi convidada pela Ong Uno e Verso a prestar uma consultoria de design para a Cooperilha, onde emprestou seu trabalho de design à conservação ambiental.

“Criar a partir de materiais recicláveis faz parte de minha história. Nos anos que passei na Amazônia, embora tenha trabalhado também com resíduos urbanos, como fita cassete e fios de cobre, trabalhava mais com resíduos orgânicos, como sementes, fibras de palmeiras, conchas, fragmentos de madeira e de minerais”.

Apesar de ter assumido desde o ano 2000 a criação de moda, arte e figurinos como principal ocupação, a etnóloga e educadora ambiental estão bastante vivas em Sandra. Ela explica que o projeto socioambiental possibilita gerar renda enquanto ajuda a evitar que resíduos, como garrafas PET e banners de vinila, vão parar nos mangues e Mata Atlântica.

O resultado da consultoria foi o design de 18 peças de banner, exclusivas para a Cooperilha, incluindo bolsas, capas de notebook, necessaire e capas de chuvas, além de quatro modelos de colares de flores de garrafa PET.

Encantada com o feliz casamento entre moda-arte, a fotógrafa Isabela Carrari (www.isabelacarrari.com.br), que já havia registrado o trabalho de Sandra na coleção “Cantos da Costa, Poesia em Traje”, emprestou novamente seu talento ao registro dos figurinos e acessórios desta moda ecológica, realizado no Bar Tolentino, em Santos.

Nesta entrevista ao Artefato Cultural, Sandra Machado dá detalhes do projeto desenvolvido na Cooperilha:

Fale um pouco sobre o projeto com a Cooperilha de reutilização de materiais para produção de roupas e acessórios. Como é esse trabalho?
A Cooperilha é formada por 11 mulheres, das quais três são costureiras. As costureiras foram meu público alvo mais direto a quem, a convite de Lia Cassetari, coordenadora da ONG UnoeVerso, prestei consultoria de estilo e design por seis meses. Nesse período desenvolvemos uma coleção, especialmente de bolsas, feitas de lona de banners doados à cooperativa para reciclagem. Além das peças de banner, criei uma minicoleção de bijuterias montadas a partir das flores de PET produzidas na cooperativa, inicialmente destinadas à confecção de arranjos decorativos. Batizei esta coleção de PouBelle, um trocadilho com a palavra francesa poubelle, lixeira, e belle, de beleza.

Conte sobre o cotidiano de trabalho com as mulheres da comunidade.
Durante esses seis meses de consultoria segui uma agenda de trabalho em campo num contato cotidiano, quando procurei repassar algumas técnicas e uma visão mais abrangente do mercado de moda e design.

Qual conceito você imprime às criações?
Sendo uma coleção sob encomenda, procurei atender à demanda da cooperativa, no caso, o cliente. Priorizei peças com grande apelo comercial e ótimos preços. A coleção foi criada exclusivamente para a Cooperilha, que detém totais direitos de reprodução e comercialização das peças. A parte conceitual, que no meu caso não poderia faltar, trabalhei com a criação de corsets de papel, utilizando as técnicas de empapelamento, papier marché, decoupage e pintura. O mais importante nesse trabalho é a questão da responsabilidade ambiental e social, presentes no trabalho que a UnoeVerso vem desenvolvendo junto à Cooperilha.

Que tipo de peças foram desenvolvidas?
Foquei nas peças utilitárias, como as ecobags e bandoleiras de campo, mas com algumas bolsas de apelo fashion também, claro!

Como está sendo a recepção do mercado?
A aceitação tem sido a melhor possível, mesmo com as vendas sendo feitas de maneira informal. A UnoeVerso tem como objetivo numa próxima fase do trabalho desenvolver estratégias de venda e acelerar a produtividade.

SERVIÇO:
Quem se interessar em doar banners e garrafas, comprar peças ou fazer encomendas, basta ligar para (13) 3354-1210 ou acessar http://cooperilha.blogspot.com/.

Colaboração do site
www.artefatocultural.com.br






segunda-feira, 20 de julho de 2009

BIOSFERA: atualidade

Porto de santos recebe mais 25 contêineres com lixo da Inglaterra

Por Fabiano Fachini

Na última sexta-feira a alfândega interceptou mais 25 contêineres contendo lixo doméstico importado da Inglaterra, no Porto de Santos, litoral de São Paulo. No último dia 7, já haviam sido encontrados outros 26 contêineres. Somados, o porto recebeu 51 contêineres com aproximadamente 670 toneladas de lixo doméstico. Além das unidades de lixo encontradas em Santos, há outras no Rio Grande do Sul (40), no Porto de Rio Grande e em Caxias do Sul (8), totalizando 768 toneladas.

A chefe regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de São Paulo, Ingrid Oberg, considera necessária uma investigação para se constatar a participação de uma quadrilha internacional de exportação de lixo.

De acordo com o Ibama, são quatro empresas as responsáveis pela importação dos produtos.
Em todos os casos, as empresas importadoras, duas sediadas no Rio Grande do Sul e duas em São Paulo, informaram originalmente que a carga era composta por polímeros de etileno e resíduos plásticos. No Rio Grande do Sul, uma das empresas notificada pelo Ibama já se prontificou a devolver os contêineres com lixo. Todas serão multadas pelo instituto.

O Ibama encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal para investigar se houve má-fé da empresa importadora. No material encontrado, estariam pilhas, seringas, camisinhas, fraldas usadas e restos de comida.



Detalhes da história:
1- Outro assunto que vem à tona com essa questão do material chegado da Inglaterra, é o índice de reciclagem plástica realizada no Brasil. Segundo levantamento do Instituto Socio-ambiental Plastivida, atualmente o Brasil recicla cerca de 960 mil toneladas de plástico por ano. O número representa aproximadamente 20% do total de lixo plástico produzido.

2- O governo britânico anunciou ontem (19-07-09) que os contêineres com 1,4 mil toneladas de lixo ilegalmente enviadas para o Brasil retornarão à Inglaterra.

3- O governo brasileiro destacou a existência da Convenção Internacional da Basileia, da qual Brasil e Inglaterra são signatários, que proíbe a exportação de lixo tóxico para outros países. Ou seja, a Inglaterra irresponsavelmente descumpriu essa diretriz da Convenção.

Fonte do Vídeo: SPTV, Rede Globo (retirado do YouTube)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BIOSFERA Reportagem - Reciclagem de Computadores


USP terá primeiro centro de reciclagem total de PCs antigos


O Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP vai reciclar, a partir de agosto, diversos tipos de lixo eletrônico, mas em especial os computadores pessoais (PCs). A proposta prevê que o centro se torne um local de captação e encaminhamento de computadores velhos, que, segundo Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, normalmente teriam apenas alguns de seus componentes reciclados e o resto descartado em lixo comum.
O projeto envolve um orçamento de R$180 mil. Outra vantagem, além de ser considerado um projeto de baixo custo, é que ele de se tornar auto-sustentável, recebendo apenas 500 equipamentos por mês. Este será o primeiro centro público de reciclagem de lixo eletrônico do Brasil. Apenas na USP há um parque tecnológico com 37 mil computadores, 15 mil impressoras e 4,5 mil equipamentos de rede. Destes, aproximadamente 15% se tornam obsoletos todo ano.
No Brasil, somente em 2008, 12 milhões de novos PCs foram vendidos. O centro atenderá, até o fim do ano, apenas o campus da USP, mas estará aberto a partir de 2010 à população em geral, inclusive empresas.
fABIANO fACHINI
imagem: clique

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Planeta Terra

REFLETIR

Algumas vezes nos deparamos com situações questionáveis:
“Cidadãos” lavando as calçadas com a mangueira, ou melhor, varrendo a calçada com a mangueira e a vassoura descansando escorada no muro de casa;
“Cidadãos” comprando lanches na rua, nos mercados e jogando o papel no chão. Incrível, como conseguem jogar o papel no chão? O pior, depois são capazes de reclamar da sujeira que anda nossas cidades;

“Cidadãos” jogando o lixo misturado na lixeira de casa, do condomínio... Enfim, não é difícil separar os resíduos ainda dentro de casa. São, no mínimo, dos recipientes; orgânicos e recicláveis. Mas claro, pode ir além, por exemplo: papel, plástico, vidro, metal, óleo de cozinha... Vale da consciência de cada um.
“Cidadãos” fazendo isso, aquilo e aquilo mais...
“Cidadãos” e “Cidadãos” ... quem são vocês?
O que realmente querem?
No vídeo, apenas uma reflexão sobre nossa casa, o Planeta.
O vídeo pode não questionar sobre os “Cidadãos”, mas com certeza faz REFLETIR.

Obrigado
fABIANO fACHINI

Vídeo cedido pelo amigo João Costa. Vídeo retirado do site www.OneEarth.org

sábado, 15 de novembro de 2008

Arte Eletrônica


A criatividade ultrapassa os limites da tecnologia, da informática e do chamado ecologicamente correto. Diskets, imã de hd, placa, disco rígido, cabo floppy, chip. Componentes comuns de um computador que já não servem mais estão sendo transformados por artesãos em acessórios e bijuterias.
No pescoço, um colar feito a partir de pedaços de disco rígido e de cabo floppy. Na mão, um anel de circuito impresso do computador. Diferente, mas bonito: a bolsa feita com diskets entrelaçada com crochê.

Nomes complexos para quem não é da área de informática, mas presentes no dia-a-dia de quem estuda computação. Do chamado lixo eletrônico, surgem peças delicadas, coloridas, criativas. E o melhor, ecologicamente corretas.