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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BIOSFERA: Atitude ambiental

Sem obrigação, a transformação acontece

Por Fabiano Fachini

O pontapé inicial veio do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que firmou, no ano passado, um acordo com a ACATS - Associação Catarinense de Supermercados – para incentivar os supermercadistas a abandonar as sacolas plásticas. Nada de obrigação, mas para quem ainda tem esperança, olha só o resultado: muita gente se entusiasmou e aderiu.

Por meio do Termo de Ajustamento de Conduta, também ideia do
MPSC, cada promotoria de cada comarca do estado pode propor para os comerciantes de sua área que troque as tradicionais embalagens por opções ecologicamente corretas. Destaque: só assina quem quer – e só é penalizando quem se compromete e não cumpre.

Por iniciativa própria, 25 supermercados de Xanxerê, cidade da região Oeste do estado, se uniram para abolir as sacolas de plástico em suas redes. A intenção é que todo o município faça uso apenas de sacolas retornáveis.

Diante da nova opção adotada na cidade, os estabelecimentos aconselham que os clientes tenham uma opção ecológica guardada dentro do carro ou da bolsa. A atitude é um pé no freio dos maus hábitos de consumo que geram excesso de lixo e, nesse caso, um entulho que leva mais de 400 anos para se decompor.

Medidas semelhantes têm sido adotadas em outros locais do estado, onde a
ACATS estimula os empresários do setor a abandonarem as sacolas vilãs. Uma delas foi a distribuição de mais de 2 mil sacolas retornáveis nas duas unidades instaladas de um supermercado de Florianópolis para clientes que somassem mais de 500 pontos do cartão da empresa. Além de bonitas, elas agüentam o peso de dez quilos e, quando dobradas, têm dimensões um pouco maiores do que um cartão de crédito.

Há quem recolha sacolas de plástico; quem promova palestras de conscientização para funcionários, treinamento de equipe, comercialize sacolas renováveis; e, até faça pequenas manifestações, como o supermercado que colocou um carrinho na entrada com 880 sacolas plásticas, número que, segundo a empresa, representa o consumo anual de sacos por pessoa.