sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
BIOSFERA Pedalando
por Diego Geraldo
Um passeio ciclístico promete ajudar na qualidade de vida na população de São Paulo. Sucesso em Lisboa, Porto e Madri, a World Bike Tour acontece na capital paulista.
As inscrições custam apenas R$ 180 e os participantes levam a bicicleta para casa no final do passeio, além de mochila, camiseta e capacete, kit avaliado em R$ 800. A conta é paga pelos parceiros e patrocinadores.
Serão 6 mil participantes e o bicicletada acontece no aniversário da cidade, 25 de janeiro. Serão percorridos 9 km desde o ponto de partida (Ponte Estaiada, na Marginal Pinheiros) até à Rua Professor Mello Morais, situada na USP.
Para participar é bom ficar atento. As incrições começam no primeiro minuto de 2010 e geralmente se esgotam muito rapidamente, em poucas horas.
A partir do dia 2 de Janeiro, até ao dia 24, o caminhão Bike Tour proporcionará aulas de spinning bike gratuitas a todos os interessados. Anote também o dia 10 de Janeiro, dia em que se realizará um Passeio de Bicicleta, entre São Paulo e Santos. Ao todo serão percorridos cerca de 80 km.
Para os pequenos, um passeio de bicicleta para crianças dos 2 aos 11 anos. Cerca de 200 crianças carentes terão a possibilidade de viver uma experiência inesquecível. Dia 23 de Janeiro os jovens ciclistas vão, também eles, pedalar por uma vida cada vez mais saudável. As bicicletas serão, no final do passeio, oferecidas a cada uma destas crianças.
Para fazer sua inscrição, entre no site:
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
BIOSFERA Copenhague
por Diego Geraldo
A decisão de estabalecer uma meta de redução de gases-estufa de 40% feita pelo governo chinês lançou uma boa expectativa para a Conferência de Copenhague. Apesar do avanço, a meta deve ser vista com desconfiança. O calculo da China é diferente dos demais países. Aliás, cada país estabeleceu um modelo de metas diferentes um do outro. Agora, é a hora de patronizar tudo.
Existem países que anunciaram metas tendo como base as emissões de 1990, como o Japão e a União Europeia. Já os EUA anunciaram, nesta semana, uma meta que já vinha sendo discutida no Congresso norte-americano, que é dimunuir as emissões em 17% tendo como referência 2005. O Brasil calculou quanto o país poluiria em 2020, e tendo como base esta referência, calculou uma dimuição de pelo menos 36,1% (o que na prática é uma meta até mais tímida que a norte-americana).
E agora chega a China, com um corte de 40%, mas não sobre as emissões gerais, e sim sobre a emissão que cada dólar do PIB gasta. Complicado? Por isso as coisas devem ser padronizadas.
De maneira vaga, a proposta chinesa se resume a melhorar o aproveitamento da energia. Por exemplo, se cada dólar do PIB chinês emite 1 kilo de poluentes, em 2020 o dólar do PIB deverá emitir 0,6 kilo de gases-estufas. Ou seja, a China não irá poluir menos que hoje em 2020, mas poluiria muito mais sem as metas.
A postura chinesa isola Índia e Rússia, últimos grandes poluidores que se negavam a levar metas para a COP-15. Com EUA e China na mesa, será impossível ignorar o encontro.
Agora falta o último grande obstáculo: de onde saíra o dinheiro? Quem vai arcar do os custos de implementação de novas tecnologias e taxação de carbono? Sem a resposta, nenhuma meta será cumprida.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
BIOSFERA Copenhague
por Diego Geraldo
Se toda essa crise teve um lado positivo, foi o fim do poder político do chamado G-8 (Grupo formado pelos 7 países mais ricos mais a Rússia) e, com certa liderança do Brasil, analistas apontavam o G-20, mais amplo e democrático, como o sucessor natural. Aliás, o próprio presidente Obama disse que o grande canal de negociação mundial seria o G-20.
Obama é mais esperto que Bush, a política externa comandada por Hillary Clinton é muito inteligente. Os Republicanos defendiam uma política externa de conquista pela força. Vale lembrar que Bush deu de ombros quando a ONU condenou a invasão do Iraque. Os Democratas, preferem a negociação... a negociação que faz bem aos interesses norte-americanos, que fique bem claro. Ou você achou que presidente dos EUA defenderia outros interesses?
E essa viagem de Obama para para a Ásia deixou bem claro com quem os EUA querem negociar: com a China. Não existe projeto no mundo que dê certo sem a concordância das duas potências.
A China tem interesses em manter o cenário econômico estável, mas conforme suas vontades. Um exemplo é a valorização do dólar, que garante a competitividade dos produtos chineses, os empregos e o níveis de crescimento gigantes.
Para os EUA, vale manter os investimentos chineses que estão financiando a solução de Obama para combater a crise: gastança de dinheiro público. Desde que os juros sejam pagos, Hu Jintao não reclamará.
A China, devido aos seus problemas de disputas territoriais, não tem a tradição de se envolver nos problemas dos outros. E eles gostam de ser assim, se alguém pisar no calo, usa-se a economia para conseguir o que quer. Os EUA então continuam se colocando como donos do mundo, se metendo em todos os lugares. Mas a partir de agora só o fazem com o aval da China, porque o dinheiro gasto para comandar o mundo terá olhos puxados. Nasce o G-2.
E o que isso tem com Copenhague? Lula e seus amigos europeus podem espernear na Dinamarca, sem apoio do G-2, nada vale. São os dois maiores poluidores do planeta... e as duas maiores economias também.
O que vai determinar as intenções do G-2 no Encontro será a ida ou não de Obama para a reunião. Político nenhum, principalmente o popstar presidente norte-americano, dá notícia ruim. Ministro existe também para isso. Obama não vai até a Dinamarca para ser um vilão, se ele for, algo pelo menos razoável será apresentado pelo G-2.
E como fica o Brasil nisso tudo? Lula estava muito pressionado para estabalecer uma meta audaciosa, principalmente para frear o desmatamento. E a comunidade internacional gostou da proposta brasileira.
Caso a prosposta do G-2 seja muito boa, Lula saíra como o defensor da Amazônia, meio coadjunvante de Obama. Caso seja razoável, será apontado como um exemplo a ser seguido, junto com os amigos europeus. E na hipótese do G-2 ignorar o encontro, Lula volta para casa vestido de Pilatos. "Eu e Dilma fizemos o que podiamos, mas quem manda não quis, viu Marina? Lavamos as mãos".
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
BIOSFERA Copenhague

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
BIOSFERA Ranking
por Diego Geraldo
Uma lista entitulada "O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação economica", feitas pelas Ongs WWF e E3G avaliou 100 programas para combater o aquecimento global nos países do G-20. As ações brasileiras para reduzir o desmatamento na Amazônia mereceram a 6ª colocação no ranking. A primeira posição foi do governo alemão, com o projeto de "eficiência energética em edifícios".
O relatório avaliou o "Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal" do governo brasileiro, e a criação de áreas protegidas. Entre 2003 e 2008, foram criadas 148 unidades de conservação, protegendo 640.000 km2, duas vezes e meia a área do estado de São Paulo.
"Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática terão êxito e ocuparão uma posição de liderança", disse Kim Carstensen, diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF.
Vale destacar que, entre 2004 e 2007, o desmatamento diminuiu 59% na região amazônica. Um dos principais pontos do projeto é mostrar que ações que protegem o meio ambiente também podem gerar dinheiro.
“Conservar as florestas protege a biodiversidade, assegura os serviços ambientais e a qualidade de vida dos povos da floresta, além de contribuir para o clima do planeta e trazer benefícios para a nossa economia”, explicou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
BIOSFERA Saúde
por Diego Geraldo
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Não sei no restante do Brasil, mas aqui no Sudeste o calor anda insuportável esses dias. E logo vem aí o verão e não custa nada lembrar que no calor sobem os casos de dengue no Brasil. Portanto, a velha dica mais uma vez é válida: não deixe água parada.
Lembrando que o mosquito não voa muito longe, portanto, o mosquito de sua casa, muito provavelmente nasceu, no máximo, no seu quarteirão.
No primeiro semestre desta ano tivemos uma boa notícia, os casos 46,3% nas primeiras 30 semanas do ano, comparado com 2008. Foram 406.883 casos, um número alto se considerarmos que a doença já foi erradicada do país no começo do século.
O nosso pior ano foi 2001, com quase 800 mil casos no ano. Mas não podemos nos esquecer que cidades ainda passam por epidemias, como é o caso de Salvador.
Doença
A dengue se manifesta da seguinte maneira:
Depois que um mosquito contaminado com a doença (ou seja, que já picou uma pessoa doente) pica, demora de 3 a 15 dias para os sintomas aparecerem. Podem ser febre alta, dor de cabeça na região dos olhos, dores nas articulações e nos músculos, além de muito cansaço. Também pode haver náuseas, falta de apetite, dor abdominal, diarréia e dor abdominal.
Não se auto-medique caso suspeite, alguns remédios podem piorar a situação e procure um médico.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
BIOSFERA Emissões
Por Diego Geraldo
Já está a algum tempo no site do Ibama um serviço interessante que informa ao consumidor o quanto cada modelo de carro novo emite de CO2. Os carros recebem uma nota de 0 a 10 conforme as emissões e somente veículos à gasolina são comparados.
O instrumento é importante, mas já esta desatualizado. Modelos de 2009 ainda não foram colocados no site. Ou seja, O consumidor não pode comparar os modelos que estão agora nas revendedoras.
A Nota Verde indica o quão longe estão as emissões do veículo e a Nota CO2 o contrário. Cada carro tem uma Nota Verde e uma Nota CO2.
O serviço pode ser conferido no endereço:
http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/sel_marca_modelo_rvep.php
terça-feira, 3 de novembro de 2009
BIOSFERA Reflorestamento
Por Diego Geraldo
Ahh... plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Clichê, não? Mas você pode já fazer o primeiro dos objetivos da vida e não importa se você está no em um escritório no 20º andar no meio da avenida Paulista. O sistema é muito simples, você entra em um site, faz o cadastro e dê um clique. Pronto, uma empresa pagará uma muda que será plantada no seu nome em alguma região de Mata Atlântica.
Cada pessoa pode dar um click por dia e cada vez que você clicar, cresce a sua florestinha pessoal. Na imagem você pode ver a minha, com uma mísera árvore. Vamos ver como estará daqui a um tempo.
A inciativa é da SOS Mata Atlântica e até a hora desta postagem 22.600.370 árvores foram plantadas. No site você pode conferir onde são as ações e como é feito o trabalho. Então entre no link abaixo, deixe o site no seus favoritos - junto com o blog do Biosfera - e clique todos os dias.
domingo, 1 de novembro de 2009
BIOSFERA Economia
As notícias são boas, mas podem melhorar nos próximos anos. As empresas brasileiras finalmente começaram a ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono; e o lucro poderia ser maior.
Em 2008, as empresas brasileiras faturaram US$ 20,8 milhões, o que quer dizer 35 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos na atmosfera. Vale lembrar que o desmatamento é o responsável por mais da metade das emissões brasileiras.
Os valores negociados poderiam ser até dez vezes maiores. Isso porque esses créditos são provenientes de florestas nativas, que ainda não são negociados nas bolsas credenciadas pela ONU.
Na 15ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, que será realizada no fim do ano, em Copenhague, capital da Dinamarca, o Brasil irá propor que esses créditos sejam negociados nas bolsas credenciadas pela ONU. Se isso acontecer, a floresta em pé poderá ter mais valor que a floresta devastada.
Mas algumas questões ainda devem ser resolvidas antes deste cenário, e talvez a principal seja quem irá fiscalizar que essas florestas continuam de fato de pé. O Governo? A ONU? E como fazer isso evitando que a corrupção e laudos falsos não brotem colocando floresta onde não existe? Coisas que, covenhamos, não é lá tão difícil de conseguir no Brasil.
E, por enquanto, somente empresas grandes lucram com isso. Será que o pequeno produtor, que vive da floresta, poderá também aproveitar deste benefício? Somente a organização e a vontade do Estado brasileiro poderá garantir.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
BIOSFERA Linha Branca

Redução do IPI continua em produto que economizar energia
Por Diego Geraldo
A redução do imposto sobre produtos industrializados - IPI - para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, conhecidos como produtos da linha branca, que encerraria no próximo dia 31, foi prorrogada por mais três meses. A partir de 1º de novembro entra em vigor uma nova tabela, cujas alícotas serão estabelecidas com base na eficiência energética dos produtos, de acordo com o selo Procel.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega. "Nós estamos desonerando mais os produtos que consomem menos energia", explicou. A medida vale até o dia 31 de janeiro de 2010.
Um exemplo é o caso das geladeiras. As de "classe A", que consomem menos energia, continuam com uma alícota de 5%; para as de "classe B", a redução será menor, de 10%; e as restantes voltam para a alícota que já existia antes da redução, de 15%.
Os fogões "classe A" continuam sendo taxados em 2%; os "classe B" em 3%; e o restante volta para os 4% anteriores à redução do imposto. As máquinas de lavar "classe A" continuam pagando 10% de imposto; os da "classe B" passam a pagar 15%; e as demais voltam ao patamar de antes de abril, de 20%.
O ministro lembrou que a medida, além de manter o mercado aquecido, atende ao compromisso ambiental firmado no âmbito do G-2o. O ministro deu um alerta: "Quanto mais a indústria contribuir na redução do consumo de energia, mais o governo poderá reduzir tributos".
Energia
Presente no evento, o Ministro de Minas e Energia Edison Lobão afirmou o desejo do governo no consumo de produtos com maior eficiência enegética. Para o ministro, a economia de energia faz com que o governo não tenha que recorrer à termoelétricas de diesel e carvão para garantir o fornecimento de energia.
Segundo ele, uma redução de 20% no consumo desta linha garante uma economia gigabytes para o país. "Portanto, esta medida tem vários benefícios: ajuda o consumidor, ajuda o fabricante, gera emprego e limpa o meio ambiente", completou.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
BIOSFERA Agropecuária
Emissões aumentam 30%
por Diego GeraldoO ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta terça-feira (27/10) a nova estimativa de emissões de CO² do setor agropecuário. O estudo mostra que o setor passou a emitir 30% a mais de dióxido de carbono e gases equivalentes no período de 1994 a 2007. Segundo os dados, as emissões da pecuária aumentaram 25%, enquanto o uso do solo provocou acréscimo de 39%. O estudo destaca ainda que as emissões também aumentaram na área de energia (54%), nos processos industriais (56%) e no tratamento de resíduos (32%).
O estudo tem por ob
jetivo fornecer estimativas atualizadas das emissões de gases de efeito estufa no Brasil como subsídio para o planejamento de políticas públicas e também devem servir de base para a proposta brasileira que será apresentada na Convenção do Clima, em Copenhagen, na Dinamarca. As estimativas de redução das emissões brasileiras prevêem até 2020 a redução em 80% do desmatamento na Amazônia, o que vai representar 20% a menos na conta das emissões.
O ministro falou sobre três medidas sugeridas pela Embrapa para manejo do solo que podem reduzir em 7% as emissões no setor agropecuário até 2020. Uma delas é a combinação da lavoura com a pecuária, que diminuirá o solo usado e as emissões. A outra, é a recuperação de áreas degradadas. O ministro também defendeu o aumento do plantio direto, com redução do uso de fertilizante. "Com essas três medidas combinadas, reduziremos em 7% as emissões do Brasil até 2020 somente na agropecuária", disse o ministro.
Com relação ao plantio direto, que significa plantar na palha e revolver menos o solo, evitando a emissão de gases, a meta é passar dos atuais 28 milhões de hectares para 40 milhões de hectares até o ano 2020, com um ganho de 224 milhões a menos de emissão de CO². Quanto à recuperação de áreas degradadas, a proposta é que em um prazo de 10 anos haja uma economia de 81 milhões de toneladas de CO², caso se recupere 10% destas áreas.
Os estudos apresentados utilizaram o mesmo método que vem sendo aplicado na confecção do inventário de emissões elaborado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
BIOSFERA Ranking
por Diego Geraldo
A revista norte-americana Newsweek fez pela primeira vez um ranking da sustentabilidade empresarial. A publicação levou em conta somente empresas que atuam nos EUA e os critérios utilizados foram desempenho ambiental, políticas ambientais e reputação. Órgãos de pesquisas ambientais ajudaram a revista na elaboração do ranking.
A mais bem classificada foi a Hewlett-Packard (HP), seguida pela Dell e o bronze ficou com a Johnson & Johnson. As duas primeiras mostram bem a boa posição das empresas de tecnologia no ranking, das 20 primeiras, dez são de TI e Telecom. O pior desempenho foi do setor dos agroquímicos, com a Monsanto na 485º posição e a Bunge em 493º.
A maioria das empresas tem atuação no Brasil e no site da Newsweek (em inglês) você encontra o ranking e um resumo dos porquês das escolhas.
