quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
BIOSFERA - Especial COP15
por Luis Corvini Filho
Muito se discute entre os líderes globais sobre o futuro de nosso planeta. Bem, conheça o discurso de Severn Suzuki, uma garota canadense que, há 18 anos atrás (quando ela tinha apenas 13 anos), emocionou o planeta durante seu discurso na ECO 92, realizada no Rio de Janeiro, no Brasil.
O tema: O que será da geração que herdará o planeta?
E aqui, Severn Suzuki, 17 anos depois, mostrando o quanto seu engajamento, agora como Embaixadora global de uma ONG. (em inglês)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
BIOSFERA - Especial COP15
por Luis Corvini Filho
Desanimador. Essa foi a opinião que Renata Hortência Sales, a única bolsista brasileira patrocinada pela COP15 (que concedeu entrevista para o BIOSFERA aqui), resumiu os acontecimentos da Reunião do Clima em Copenhague. Ela teve a oportunidade de acompanhar algumas movimentações dentro do Bella Center, observando até mesmo a delegação brasileira.
Segundo Renata, a decepção se dá pelo fato do grande apelo comercial de Copenhague, já que ONGs, representantes de países e grupos diversos tentam cada um mostrar mais a cara que os outros, com protestos espalhafatosos e erráticos.
Renata também notou uma discrepância entre fala e ação: "A quantidade de papel distribuído por lá é absurdo! E ao mesmo tempo, fala-se de desmatamento na Amazônia e em outras florestas tropicais".
Por fim, Renata critica a delegação brasileira. Segundo ela, tudo que foi apresentado, tirando uma coisa ou outra, estava somente em português. Ela até se referiu a uma coletiva de imprensa, onde perguntas e respostas estavam sendo feitas apenas em português. Uma jornalista estrangeira até se pronuncia, alegando que não estava compreendendo nada. E, como se ela nem tivesse se manifestado, as respostas continuaram em nossa língua materna.
Enfim, resta torcer para que o "show" se transforme, em algum momento, em uma realidade palpável, esboçando ao menos uma esperança, esperada por todos no planeta.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
BIOSFERA - Especial COP15
por Luis Corvini Filho
Eeeee....pronto, o vídeo chegou direitinho até você.
Mas espere, como foi que isso aconteceu? Nesse interessante vídeo dos bastidores da COP15 (em inglês) você descobre a estrutura para propagar tudo que ocorre no evento mais importante do ano.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
BIOSFERA: Aniversário
E em um momento tão importante para o planeta, em plena Conferência do Clima, deixamos nosso muito obrigado por prestigiar nosso programa e site!
É você que faz nossos esforços valerem a pena!
Um grande abraço!
Equipe BIOSFERA
BIOSFERA - Especial COP15
Um manifesto transformador
Por Fabiano Fachini
Copenhague, além de líderes mundiais, reúne pessoas criativas e grandes manifestantes. Quem sabe, à luz dessas pessoas comuns (pois pelos pensamentos e atitudes, as que lá se encontram não são comuns. Aposto), resultados positivos e transformadores podem surgir das decisões políticas dos líderes.
Confira e mande sua sugestão de imagens (biosfera.ds@gmail.com)
Em breve publicaremos algumas que representam os protestos ocorridos em Copenhague.
Menino toca em escultura de gelo, em Copenhague, que revela o esqueleto de um urso polar sob o gelo derretido.

Vídeo projetado em ume cubo, exposto em Copenhague, mostra níveis de CO² emitidos no mundo.
Instalação feita no lado de fora do local onde é realizada a reunião do clima, em Copenhague, simboliza os cerca de 200 milhões de futuros refugiados do aquecimento global, previsão feita pela ONU.
"Cubo de CO2" mostra consequência do aquecimento global em frente ao planetário em Copenhague.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
BIOSFERA: Especial COP15 - Charges
Ainda não temos essa resposta, mas existem ótimas charges que permitem uma previsão do futuro “negro” que nos espera caso nada aconteça.
Cúpula do Clima 2040 - Monte Everest

E enquanto isso, no Brasil...
Recebi do Mauricio de Sousa um desenho ilustrando a situação calamitosa de ontem em São Paulo. Mauricio não conseguiu chegar em seu estúdio para trabalhar devido ao problema, e decidiu iniciar uma campanha pelo twitter para a diminuição do lixo na cidade.
E você pode contribuir. Mande suas charges nós!
Créditos: The Economist / Folha e Jean / Mauricio de Sousa
sábado, 5 de dezembro de 2009
BIOSFERA: Especial COP15
Conheça Renata Hortência Sales, a única brasileira patrocinada pelo COP15

por Luis Corvini Filho
E entre os contemplados, temos uma representante tupiniquim: a cearense Renata Hortência Sales.

A jovem de 26 anos é natural de Fortaleza, no Ceará e se formou em engenharia civil em 2008. Desde seu período acadêmico, publicou alguns artigos relativos ao desenvolvimento sustentável. Um deles aborda a creditação de carbono em aterros sanitários e os outros, mais técnicos, sobre reaproveitamento de resíduos em pedreiras e temperatura das fundações de concreto de aerogeradores.
No último ano de faculdade, Renata trabalhou para uma multinacional no planejamento de quatro parques eólicos na costa nordestina: Pararucu, Praia Formosa, Foz do Rio Choro e Icaraizinho. Ela até brinca da dura rotina que tinha: “morei dois meses na praia de Camocim, pertinho de Jericoacoara. Meu escritório era na praia”.

A partir daí, Renata começou a conhecer o mundo. Ganhou uma bolsa de estudos pelo DAAD alemão, e passou um mês no país germânico estudando energias renováveis. Depois, decidiu aprimorar o inglês e partiu para os Estados Unidos, na busca de algum mestrado na área.
A jovem mal teve tempo de escolher, pois foi novamente chamada para trabalhar em outra grande empresa italiana do ramo energético. Segundo Renata, a multinacional está desenvolvendo 1000MW em energia eólica no Brasil, equivalente à implementação de mais de 500 turbinas. “Comecei a trabalhar nos projetos tanto de repotenciação de hidrelétricas como em projetos eólicos”.
Foi quando, apenas uma semana após o início na nova empresa, Renata foi surpreendida novamente: “Recebi uma carta da DTU (Universidade Técnica da Dinamarca) falando que tinha ganhado uma bolsa da COP15. Até então, eu não sabia que existia essa bolsa”. Renata disse que fez inscrição somente em duas universidades no período que ficou nos EUA, e a DTU foi uma delas.
A Dinamarca é um dos países que mais investe para limpar sua matriz energética
A Universidade fez todo o serviço por ela. Como Renata foi considerada uma das cinco melhores entre os inscritos, a instituição enviou seus dados para uma disputa com mais de 800 estudantes de todo o mundo a “bolsa da COP15”. Ela então se tornou uma das onze pessoas totalmente financiada pela Conferência das Mudanças Climáticas da ONU. A única em todo o Brasil.
O valor gasto em brindes para as cerca de 14 mil pessoas, entre ONGs, palestrantes, ouvintes, Chefes de Estado e imprensa participantes da Conferência seria de quase 540 mil Euros. Esse imenso montante de dinheiro será revertido para o conhecimento de Renata e dos outros escolhidos, vindos da Índia, EUA, Latvia, China, Nigéria, Paquistão, Bangladesh, Camarões, Gana e Colômbia.
E bem que os chefes italianos de Renata tentaram manter a profissional no quadro de funcionários, mas não havia jeito. Apenas três meses depois de seu início na empresa, ela arrumou suas malas e embarcou para a Dinamarca.

A jovem chegou no país nórdico para seu mestrado em Energia Eólica no final de agosto (na Europa e em todo o hemisfério norte, o início do ano letivo se dá em setembro). A Universidade em que estuda é muito bem conceituada em todo o mundo. Considerada a 3a melhor Universidade de Engenharia da Europa e a 20a do mundo, pelo ranking da Times Higher Education.
Ela já conheceu os outros também agraciados pela Bolsa internacional. Um deles, o colega latino-americano vindo da Colômbia, é colega de classe dela. “Ele é muito inteligente”, diz.
Toda essa especialização visa preparar esses profissionais para um futuro complicado. A própria reunião da COP15 já é um alerta para isso. Dada como um fiasco e renascida novamente, depois de declarações controversas de EUA e China. No primeiro momento, as potências negaram um acordo para o clima. Dias depois, voltaram atrás, anunciando 17% e 40% respectivamente, no corte das emissões de cada país.
Transporte de hélice de turbina eólica
Nesse ponto, Renata pensa positivamente: “Falei isso em meu blog. Não acho que exista motivo nenhum em ser pessimista em uma reunião que discute acordos e ideias para amenizar mudanças climáticas e emissões de gases do efeito estufa. A sociedade está cada vez mais consciente e tem como pressionar os políticos a firmarem acordos entre si”. A jovem estará presente na Conferência do Clima.
Mas, uma vez citando as políticas ambientais do Brasil, a estudante é mais crítica: “me preocupa muito o descaso do governo com o desmatamento na Amazônia e a seca no pantanal. Acho que o Brasil deve ser mais agressivo no que diz respeito a suas reservas naturais”. Ela cita que o país é exemplo para o mundo no uso do etanol e de energias renováveis. Na Dinamarca, “as pessoas ficam impressionadas quando descobrem que nossos postos de gasolina tem etanol e que muitos carros são flex”. Ela deixa a crítica: “O Brasil deve tratar o desmatamento com a mesma atenção que trata o etanol”.
Renata planeja terminar os estudos e voltar para o Brasil, para consolidar na prática todos os conhecimentos adquiridos no país que, durante duas semanas, será o centro de decisões para o futuro do planeta. Podemos fazer uma triste brincadeira aqui, ao dizer que mesmo que a Conferência naufrague, teremos onze “sobreviventes”, muito bem preparados para vingar o clima mundial.
crédito fotos: reprodução / cop15
domingo, 1 de novembro de 2009
BIOSFERA Economia
As notícias são boas, mas podem melhorar nos próximos anos. As empresas brasileiras finalmente começaram a ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono; e o lucro poderia ser maior.
Em 2008, as empresas brasileiras faturaram US$ 20,8 milhões, o que quer dizer 35 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos na atmosfera. Vale lembrar que o desmatamento é o responsável por mais da metade das emissões brasileiras.
Os valores negociados poderiam ser até dez vezes maiores. Isso porque esses créditos são provenientes de florestas nativas, que ainda não são negociados nas bolsas credenciadas pela ONU.
Na 15ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, que será realizada no fim do ano, em Copenhague, capital da Dinamarca, o Brasil irá propor que esses créditos sejam negociados nas bolsas credenciadas pela ONU. Se isso acontecer, a floresta em pé poderá ter mais valor que a floresta devastada.
Mas algumas questões ainda devem ser resolvidas antes deste cenário, e talvez a principal seja quem irá fiscalizar que essas florestas continuam de fato de pé. O Governo? A ONU? E como fazer isso evitando que a corrupção e laudos falsos não brotem colocando floresta onde não existe? Coisas que, covenhamos, não é lá tão difícil de conseguir no Brasil.
E, por enquanto, somente empresas grandes lucram com isso. Será que o pequeno produtor, que vive da floresta, poderá também aproveitar deste benefício? Somente a organização e a vontade do Estado brasileiro poderá garantir.

