terça-feira, 10 de novembro de 2009

BIOSFERA - Polêmica em palestra

Em palestra, jornalista diz que imprensa ignora Amazônia


por Thiago Toledo

Recentemente aconteceu em São Paulo o MediaOn 2009 - 3º Seminário Internacional de Jornalismo Online. Lá, jornalistas, blogueiros e twitteiros de destaque puderam expor o que pensam sobre a mídia on-line, além de contar sobre suas experiências. Em um dos dias do evento, estavam a jornalista Camilla Menezes, filha do técnico Mano Menezes, Danilo Gentili, repórter do CQC, e o acreano Altino Machado, ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e que atualmente possui dois blogs que tratam da Amazônia, além de twitter.

Na palestra, além de falar sobre as riquezas da região, fez questão de mostrar a fragilidade da imprensa no que diz respeito à região amazônica.

Criticou pesadamente os veículos de comunicação, disse que “a região segue ignorada pela mídia”, e que ainda há preconceito em relação ao local e aos seus habitantes.

Um dos exemplos que citou foi da cobertura do assassinato do seringueiro e ativista ambiental Chico Mendes. Segundo Altino, após a reportagem enviada ao Estado de S.Paulo, nenhuma linha foi dada e o ocorrido só ganhou destaque quando o The New York Times escreveu sobre o fato.

Para ele, hoje a Amazônia ainda só é mostrada esporadicamente, quando há catástrofes. Enquanto isso “a imprensa ignora violações a direitos humanos, crimes ambientais, corrupção e sonhos e fracassos impostos pela política”, diz.

Abaixo os links dos blogs e os vídeos da palestra de Altino Machado. Vale a pena conferir.

http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/

http://altino.blogspot.com/






segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Biosfera: Efeito Estufa



Fernanda Bugallo


O governador de São Paulo, José Serra assina nesta segunda (9) a lei que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas.

O texto fixa meta de 20% de redução na emissão de gases de efeito estufa no Estado mais poluidor do país. Vale para todos os setores econômicos.

O prazo final para o cumprimento da meta é 2020 – tomou-se como referência o volume de emissões do ano de 2005.

Não há, por ora, um cálculo preciso do volume de gases emitidos em 2005. Estima-se que foram à atmosfera algo como 100 milhões de toneladas de CO².

Reza a lei que a Cetesb (Cia. de Tecnologia de Saneamento Ambiental) terá de fazer, até dezembro de 2010, um inventário preciso das emissões.

A notícia sobre a sanção da lei foi antecipada por Serra, na noite passada, num par de notas penduradas pelo governador na sua página no twitter (aqui e aqui).

Proposta pelo executivo estadual, a política de mudanças climáticas foi aprovada no mês passado pela Assembléia Legislativa de São Paulo.

Há um quê de cálculo político na iniciativa. Candidato à presidência, Serra antecipa-se a Lula, que se esforça para empinar a candidatura oficial de Dilma Rousseff.

A sanção de Serra chega num instante em que o governo hesita em estabelecer uma meta nacional de redução de emissão de gases-estufa.

A menos de um mês da reunião sobre mudanças climáticas, em Copenhague, o governo brasileiro ainda não decidiu se levará à reunião uma meta fechada.

Na semana passada, Lula reuniu os ministros que tratam da matéria. No encontro, materializou-se o dissenso.

De um lado, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Do outro, os ministros Celso Amorim (Itamaraty) e Dilma (Casa Civil).

Mais ousado, Minc defende que o Brasil leve a Copenhaque o compromisso de reduzir a emissão de gases-estufa em 40% até 2020.

Metade da cifra seria garantida pela contenção de 80% do desmatamento da selva amazônica. O resto dependeria da adoção de um leque de providências.

Por exemplo: substituição de fontes de energia e aperfeiçoamento das técnicas de exploração agrícola.

Amorim e Dilma acham que o Brasil deve se comprometer apenas com a parte que prevê a redução do desmatamento da Amazônia.

Em reunião marcada para o próximo sábado (14), Lula dará a palavra final. O presidente pende para a posição da dupla Amorim-Dilma.

Prevalecendo essa tendência –80% de queda no desmatamento da Amazônia— o país limitará em 20% o seu compromisso global com a redução da emissão de CO².

É a mesma meta prevista na lei que Serra assina nesta segunda, guindando São Paulo à condição de único Estado do país a assumir esse tipo de compromisso.

A entrada em cena da presidenciável Marina Silva, agora enrolada na bandeira do Partido Verde, provocou uma espécie de corrida ambiental entre os candidatos.

Serra e Dilma tentam como que se pintar de verde. Soprepondo-se sobre Minc, a ministra foi escolhida por Lula para representar o Brasil em Copenhaque.

Em entrevista ao repórter Sérgio D’Ávila, no final do mês passado, Marina tomou o partido de Minc, contra a posição de Dilma.

"Não podemos nos limitar à redução das emissões apenas pela redução do desmatamento..."

“...Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores".

É nesse contexto, em que os gases-estufa são aquecidos pelas pré-emissões de 2010, que Serra tenta consolidar-se como um gestor tomado de súbitas preocupações ambientais.


Fonte: Folha online

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

BIOSFERA Ranking

Relatório aponta Brasil como o 6º mais eficiente no combate ao aquecimento

por Diego Geraldo

Uma lista entitulada "O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação economica", feitas pelas Ongs WWF e E3G avaliou 100 programas para combater o aquecimento global nos países do G-20. As ações brasileiras para reduzir o desmatamento na Amazônia mereceram a 6ª colocação no ranking. A primeira posição foi do governo alemão, com o projeto de "eficiência energética em edifícios".

O relatório avaliou o "Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal" do governo brasileiro, e a criação de áreas protegidas. Entre 2003 e 2008, foram criadas 148 unidades de conservação, protegendo 640.000 km2, duas vezes e meia a área do estado de São Paulo.

"Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática terão êxito e ocuparão uma posição de liderança", disse Kim Carstensen, diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF.

Vale destacar que, entre 2004 e 2007, o desmatamento diminuiu 59% na região amazônica. Um dos principais pontos do projeto é mostrar que ações que protegem o meio ambiente também podem gerar dinheiro.

“Conservar as florestas protege a biodiversidade, assegura os serviços ambientais e a qualidade de vida dos povos da floresta, além de contribuir para o clima do planeta e trazer benefícios para a nossa economia”, explicou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BIOSFERA Saúde

Vem aí o verão; hora de cuidar da dengue

por Diego Geraldo

Não sei no restante do Brasil, mas aqui no Sudeste o calor anda insuportável esses dias. E logo vem aí o verão e não custa nada lembrar que no calor sobem os casos de dengue no Brasil. Portanto, a velha dica mais uma vez é válida: não deixe água parada.

Lembrando que o mosquito não voa muito longe, portanto, o mosquito de sua casa, muito provavelmente nasceu, no máximo, no seu quarteirão.

No primeiro semestre desta ano tivemos uma boa notícia, os casos 46,3% nas primeiras 30 semanas do ano, comparado com 2008. Foram 406.883 casos, um número alto se considerarmos que a doença já foi erradicada do país no começo do século.

O nosso pior ano foi 2001, com quase 800 mil casos no ano. Mas não podemos nos esquecer que cidades ainda passam por epidemias, como é o caso de Salvador.

Doença
A dengue se manifesta da seguinte maneira:

Depois que um mosquito contaminado com a doença (ou seja, que já picou uma pessoa doente) pica, demora de 3 a 15 dias para os sintomas aparecerem. Podem ser febre alta, dor de cabeça na região dos olhos, dores nas articulações e nos músculos, além de muito cansaço. Também pode haver náuseas, falta de apetite, dor abdominal, diarréia e dor abdominal.

Não se auto-medique caso suspeite, alguns remédios podem piorar a situação e procure um médico.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BIOSFERA Serviço - Simpósio na UNICAMP


II Simpósio de Sustentabilidade e Aquecimento Global na Unicamp

Por Luis Corvini Filho

Okok, sei que está meio em cima, mas talvez ainda ajude alguém a correr e participar. Acontece amanhã na Unicamp o 2o dia do Simpósio de Sustentabilidade e Aquecimento Global. Com apresentação de painéis, mesas redondas e palestras, o evento quer promover a discussão de assuntos como fontes de energia renováveis e pesquisa sustentável.

O Simpósio acontece no Auditório do Instituto de Química da Unicamp, a partir das 8h30.

Mais informações aqui ou pelo email simposio.sag@gmail.com.






BIOSFERA Emissões

Sistema para comparar emissões de carros está desatualizado

Por Diego Geraldo

Já está a algum tempo no site do Ibama um serviço interessante que informa ao consumidor o quanto cada modelo de carro novo emite de CO2. Os carros recebem uma nota de 0 a 10 conforme as emissões e somente veículos à gasolina são comparados.

O instrumento é importante, mas já esta desatualizado. Modelos de 2009 ainda não foram colocados no site. Ou seja, O consumidor não pode comparar os modelos que estão agora nas revendedoras.

A Nota Verde indica o quão longe estão as emissões do veículo e a Nota CO2 o contrário. Cada carro tem uma Nota Verde e uma Nota CO2.


O serviço pode ser conferido no endereço:

http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/sel_marca_modelo_rvep.php

terça-feira, 3 de novembro de 2009

BIOSFERA - Mapa Ambiental

Mapa climático mostra mudanças no clima de forma interativa

por Thiago Toledo

O Insituto de pesquisas climáticas do Reino Unido, Hadley Center, desenvolveu um mapa interativo sobre as mudanças na temperatura. Nele, são mostradas as partes do mundo que serão afetadas por cada impacto ambiental, em um cenário de aumento de temperatura equivalente a 4ºC. Você pode ver os efeitos causados na produção agrícola, nos mares, ciclones tropicais, desflorestamento e muitos outros problemas causados pelo aquecimento global.

O mapa – em inglês - é bem dinâmico e explicativo, além disso, ao clicar nos itens dispostos, você pode buscar mais informações nos links de acesso que levam ao site britânico http://www.actoncopenhagen.decc.gov.uk/en/.

De todo modo, é uma ferramenta interessante e informativa. Abaixo o mapa:



BIOSFERA Reflorestamento

Árvore em um Click

Por Diego Geraldo

Ahh... plantar uma árvore, escrever
um livro e ter um filho. Clichê, não? Mas você pode já fazer o primeiro dos objetivos da vida e não importa se você está no em um escritório no 20º andar no meio da avenida Paulista. O sistema é muito simples, você entra em um site, faz o cadastro e dê um clique. Pronto, uma empresa pagará uma muda que será plantada no seu nome em alguma região de Mata Atlântica.

Cada pessoa pode dar um click por dia e cada vez que você clicar, cresce a sua florestinha pessoal. Na imagem você pode ver a minha, com uma mísera árvore. Vamos ver como estará daqui a um tempo.

A inciativa é da SOS Mata Atlântica e até a hora desta postagem 22.600.370 árvores foram plantadas. No site você pode conferir onde são as ações e como é feito o trabalho. Então entre no link abaixo, deixe o site no seus favoritos - junto com o blog do Biosfera - e clique todos os dias.


http://www.clickarvore.com.br/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BIOSFERA - Estudantes Premiados

Universitários brasileiros irão mostrar projetos ambientais na Alemanha

por Thiago toledo

Quatro universitários brasileiros irão participar, dos dias 8 a 13 de novembro, de um intercâmbio técnico-cultural na Alemanha sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. A viagem é o prêmio do Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais, realizado a partir de uma parceria da Bayer com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no qual a empresa investe anualmente 1,2 milhão de euros em prol da juventude e do meio ambiente.

Selecionados por um júri formado por professores ambientais, membros de entidades de classe, imprensa e especialistas da Bayer, Débora Felisoni Torre, Fábio Weikert Bicalho, Richard Clayton Tomasella e Thayrine Andressa Pereira Leite terão a oportunidade de conhecer a estratégia e atividades do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente para jovens, poderão conferir palestras com especialistas europeus da área de desenvolvimento sustentável e farão um intercâmbio com outros 49 jovens vencedores de outros 18 países. Eles conhecerão ainda as instalações da sede mundial da Bayer, na cidade de Leverkusen e conhecerão a Estação de Gerenciamento de Lixo e Resíduos locais.

Em sua 6ª edição no Brasil, o Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais incentiva a produção de projetos e a adoção de ações socioambientais entre jovens estudantes de 18 a 25 anos. A iniciativa vem sendo realizada desde 1998 em diversos países e desde 2004 é o carro-chefe da parceria global da empresa com o PNUMA. Desde 1998, já foram premiados mais de 350 jovens de 19 países da Ásia, América Latina, África e Europa. No Brasil, o Programa também conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Projetos vencedores

Débora Felisoni Torre, estudante de Engenharia Química na Universidade Federal de São Carlos (SP), propõe a produção de polímeros verdes a partir da desidratação do etanol, uma fonte renovável. Seu trabalho partiu da análise de uma patente já existente. Porém, seu estudo traz o detalhamento do processo de desidratação do etanol, pouco conhecido e abordado em estudos similares. “O estudo mostra que é possível obter o etileno a partir do etanol e as análises de negócios indicam que a tecnologia pode ser bastante competitiva no mercado atual”, conta.

Fabio Weikert Bicalho, estudante de Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez um projeto com foco nas áreas de geografia e demografia. O universitário pretende enriquecer o arcabouço conceitual relacionado ao desenvolvimento sustentável, já que a disponibilidade de dados nessa área, especialmente no Brasil, é um desafio. Seu trabalho também estuda as relações entre este tema, o risco e a vulnerabilidade. “As relações são constantemente mediadas pela criação e imposição desses riscos à população. É impossível, portanto, falar de desenvolvimento sustentável sem considerar a questão populacional e sua relação com o meio ambiente. Qual a vulnerabilidade das populações de diferentes estados e regiões às mudanças climáticas, por exemplo?”, explica Fabio.

Richard Tomasella desenvolveu um estudo para avaliar o impacto de substituir o etanol presente na gasolina por butanol, substância derivada do petróleo que também pode ser obtida a partir da fermentação do amido de milho. A partir da análise da quantidade de gás carbônico no solo e na água, os resultados mostraram que a gasolina com butanol torna-se mais biodegradável. “Este é um estudo inédito no Brasil, o que foi um desafio porque não pude consultar e avaliar outros trabalhos semelhantes, mas muito interessante também”, explica o estudante de Engenharia Ambiental na Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, em Rio Claro (SP).

Já Thayrine Andressa Pereira Leite, estudante de Engenharia Ambiental na Universidade do Vale do Itajaí (SC), trouxe como objetivo promover a educação ambiental entre crianças com idade entre dois e dez anos.. ”Acredito muito na educação como uma ferramenta para mudar o futuro. Só vamos conseguir mudar se educarmos as pessoas sobre o papel de cada um e a forma correta de agir em relação ao meio ambiente”, afirma. Monitora voluntária do projeto “Convívio: vivências lúdico-reflexivas no processo de alfabetização ecológica do laboratório de educação ambiental” que acontece desde 2000 em Itajaí, a estudante conta que a iniciativa inclui atividades específicas para cada faixa etária que vão desde brincadeiras a aulas práticas sobre temas como água e reciclagem de lixo.

Como é o programa?

Conhecido como BYEE, sigla em inglês para Bayer Young Environmental Envoy, http://www.byeebrasil.com.br/ , o Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais é um dos mais importantes projetos mundiais de responsabilidade social da Bayer em prol da juventude e do meio ambiente. O programa é realizado em 19 países em todo o mundo e incentiva a produção científica e a adoção de ações socioambientais entre jovens de 18 a 25 anos, oferecendo como prêmio uma viagem à Alemanha. Na ocasião, os ganhadores têm a chance de participar de um intercâmbio técnico-cultural com os vencedores de todos os outros países participantes.


Os objetivos do Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais são:

- Incentivar o desenvolvimento de projetos que privilegiem o desenvolvimento sustentável em nível local,

- Identificar lideranças jovens de 18 a 25 anos nas áreas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável,

- Promover o intercâmbio e a troca de experiências sobre questões ambientais,

- Estabelecer entre os jovens uma rede de contatos para facilitar a troca de informações e pontos de vista sobre questões ambientais,

- Oferecer oportunidades para que os participantes tenham acesso a inovações tecnológicas, práticas e estilos de vida sustentável.

Criado na Tailândia, em 1998, o BYEE inicialmente contemplava apenas participantes das Filipinas e de Cingapura. Em 2002, o programa foi estendido para a Índia; em 2003, para a China; e, em 2004, para Brasil, Colômbia, Coréia, Equador, Indonésia, Polônia e Venezuela. Peru e Quênia aderiram ao Programa em 2005; Vietnã e Malásia, em 2006 e Turquia em 2007. A África do Sul participou pela primeira vez em 2008 e, este ano, o BYEE conta também com a adesão do Chile.

Até 2008, o programa já beneficiou quase 400 jovens em todo o mundo, sendo 20 deles no Brasil. Os trabalhos vencedores no Brasil já abordaram diferentes temas dentro de um grande universo. Entre eles: design de mobiliário escolar com madeira plástica, utilização de pavimentos ecológicos em grandes cidades e descarte consciente de medicamentos.

domingo, 1 de novembro de 2009

BIOSFERA Economia

Floresta em pé começa a valer dinheiro

por Diego Geraldo

As notícias são boas, mas podem melhorar nos próximos anos. As empresas brasileiras finalmente começaram a ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono; e o lucro poderia ser maior.

Em 2008, as empresas brasileiras faturaram US$ 20,8 milhões, o que quer dizer 35 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos na atmosfera. Vale lembrar que o desmatamento é o responsável por mais da metade das emissões brasileiras.

Os valores negociados poderiam ser até dez vezes maiores. Isso porque esses créditos são provenientes de florestas nativas, que ainda não são negociados nas bolsas credenciadas pela ONU.

Na 15ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, que será realizada no fim do ano, em Copenhague, capital da Dinamarca, o Brasil irá propor que esses créditos sejam negociados nas bolsas credenciadas pela ONU. Se isso acontecer, a floresta em pé poderá ter mais valor que a floresta devastada.

Mas algumas questões ainda devem ser resolvidas antes deste cenário, e talvez a principal seja quem irá fiscalizar que essas florestas continuam de fato de pé. O Governo? A ONU? E como fazer isso evitando que a corrupção e laudos falsos não brotem colocando floresta onde não existe? Coisas que, covenhamos, não é lá tão difícil de conseguir no Brasil.

E, por enquanto, somente empresas grandes lucram com isso. Será que o pequeno produtor, que vive da floresta, poderá também aproveitar deste benefício? Somente a organização e a vontade do Estado brasileiro poderá garantir.