terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mundo ambiental com olhos para a Polônia

Começou nesta semana a 14ª Conferência do Clima da ONU, desta vez realizada em Poznan, na Polônia. Os assuntos a serem discutidos não são diferentes dos que já foram pregados nas demais reuniões, desde a primeira, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, a RIO-92.

Em contrapartida, alguns temas devem ser debatidos de maneira efusiva, um deles é a utilização do carvão (material que estima-se seja responsável por 80% do aquecimento global). Isso porque a Polônia depende maciçamente do material, e tem procurado realizar acordos nas negociações com o grupo representado pela ONU. Muitas concessões já foram feitas para a Polônia, e o país do leste europeu ainda quer mais.

Tanta liberalização em relação aos poloneses pode se tornar perigoso, principalmente quando problemas em relação ao clima se tornam cada vez mais agravante.

O que me parece nestas reuniões é que pouco se discute sobre aquilo que realmente importa, que é o combate a todo tipo de poluição em grande escala em termos mundiais. O foco principal sempre é algum acordo de países desenvolvidos e sobre como conseguir a continuidade de suas ações poluentes, vide Estados Unidos e o Protocolo de Kyoto, que se expira em 2012.

De qualquer maneira, veremos, nos dias 11 e 12, quando ocorre a reunião ministerial na conferência, as resoluções a serem aplicadas e o principal, se o meio ambiente estará protegido de mais uma atitude egoísta de alguns países em não se preocupar com o resto do mundo.

Qual o papel da reunião?

Os países devem trocar informações sobre a emissão dos chamados gases do efeito estufa, criar estratégias para conter essas emissões e cooperem na preparação de políticas para se adaptar ao aquecimento da Terra. 

Quais são os temas em pauta?

Desde a conferência do Rio, em 1992, os países industrializados concordaram em tomar a iniciativa no combate às emissões de gás carbônico. O protocolo de Kyoto concretizou este compromisso ao criar metas até 2012. 

Para um acordo em Copenhague, a expectativa é que também países em desenvolvimento (que hoje já respondem por cerca de metade das emissões no mundo) se comprometam a reduzir as suas emissões no futuro. 

O IPCC recomendou metas de redução de 25% a 40% até 2020. 

Se o assunto já era polêmico, em tempos de crise econômica mundial e risco de recessão, ficou ainda mais difícil. 

Se os países ricos não mostrarem determinação neste sentido, dificilmente os países em desenvolvimento como o Brasil vão querer adotar metas obrigatórias para redução, o que pode inviabilizar um acordo pós-Kyoto. 

Mais informações sobre a 14ª Conferência Climática podem ser obtidas no site oficial da reunião http://unfccc.int/2860.php.

Já neste link você poderá observar como é a cidade de Poznan, que recebe o encontro http://www.euronews.net/pt/article/18/09/2008/poznan-prepares-for-un-climate-conference/

Thiago Toledo

3 comentários:

F. Fachini disse...

showww

parabens thiago..
abs

Luis Corvini Filho disse...

Como diz a prórpia campanha da WWF, vamos ficar de olho, já que a Polônia é um dos países que mais se utiliza de energias não limpas!

Parabéns Thiago!

Luis Corvini Filho disse...

Como diz a prórpia campanha da WWF, vamos ficar de olho, já que a Polônia é um dos países que mais se utiliza de energias não limpas!

Parabéns Thiago!