Começou hoje (12), em São Paulo, a Feira de Tecnologias Sustentáveis ECOGERMA. O evento, uma parceria entre governos brasileiro e alemão, visa a troca de conhecimentos na busca de novas formas da prática do desenvolvimento sustentável.O evento teve abertura simbólica conduzida por Sérgio Rezende, ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, juntamente com a ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, Dra. Annette Schavan. Em ambos os discursos, os ministros destacaram a importância da troca de tecnologias entre os países e sugeriram o ano de 2010 ser o ano de cooperação Brasil-Alemanha.
Após os discursos, os ministros visitaram diversos stands da feira, causando uma pequena confusão pelos caminhos que seguiam, devido a necessidade de cumprimento da pauta dos jornalistas e da curiosidade dos já numerosos visitantes da feira.Na sequência, um desfile de roupas produzidas com lixo reciclável chamou a atenção dos passantes. Orlando de Oliveira, coordenador ambiental da empresa patrocinadora da iniciativa, explicou que as peças são


Potencial Brasileiro e realidade
Em entrevista coletiva, Thomas Kinze, sócio de uma empresa de consultoria de gestão empresarial, apresentou uma pesquisa comparativa entre as tecnologias existentes no Brasil e na Alemanha. Segundo Kinze, “em termos de energias renováveis, área de grande força brasileira, a Alemanha tem investimentos seis vezes superiores aos brasileiros. O Brasil, porém, detém 43% de sua matriz energética baseada em energias renováveis (hidrelétricas e biocombustíveis), frente a menos de 5% dos países desenvolvidos”. O executivo comparou a capacidade de produção brasileira de energia através da biomassa, 4.1 Gigawatts (GW) e com potencial de expansão para até 17,3 GW, frente a apenas 1,1 GW da Alemanha, e afirmou que o país ainda tem espaço para novas tecnologias, tais como energia eólica (com capacidade para produção de até 173 GW, mas produzindo apenas 0,3 GW) e solar (100 GW de capacidade instalada, com 0,5 GW utilizado), apesar do alto custo das mesmas.
Congresso
Já na parte da tarde, a cerimônia de abertura dos congressos contou com a participação de Mathias Machnig, vice-ministro do Meio-Ambiente da Alemanha, que sugeriu que o planeta veja os investimentos em tecnologias sustentáveis como a 3a revolução industrial, trazendo com ela a redução do consumo energético e o investimento inteligente dos recursos naturais. Além da autoridade germânica, representantes máximos da organização-não-governamental World Wildlife Fund (WWF), Detlef Drenkhahn, da Alemanha, e Denise Hamú, do Brasil, discursaram sobre a necessidade real da diminuição do desmatamento na Amazônia.
Confira em seguida as entrevistas com ambos. Não perca!



