segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Reúso de texto

Bom, já que fiz besteira e escrevi um parágrafo sem sentido e enviei para o Estadão (não vale como desculpa, mas recebi o dado 5 minutos antes do fim do prazo... hehehehe), Decidi arrumar o texto e coloca-lo aqui, porque achei um bocado interessante.

Aliás, parabéns Gaúcho, a sua pauta era muito boa mesmo e como você, quando não faz frufru, escreve muito bem, mereceu. heauhe

Aliás, se der tempo, pretendo aprofudar este assunto que é o reúso da água. Achei meio chatinho, sem ritmo, mas o último "Cidades & Soluções" tratou das iniciativas de Israel nesta área. Na agricultura, 90% da água vem do esgoto doméstico tratado. Acho que é isso, leiam.




Em Campinas (SP) a iniciativa de um lava-rápido mostrou que o investimento em economia de água e no saneamento básico refletem positivamente na saúde financeira de uma empresa. Localizado em um shopping da cidade, o lava-rápido Eco Wash funciona desde 2006 atendendo 1,5 mil veículos por semana. Uma estação de tratamento de esgoto, com capacidade de tratar 15 mil litros, reaproveita 80% da água utilizada na lavagem de um carro para uma futura lavagem.

O investimento do negócio foi de R$ 500 mil, e segundo o proprietário Thiago Salvador, no fim desde ano o capital investido deverá ser recuperado. O preço da lavagem simples é de R$ 23,00, no restante da cidade, varia entre R$ 10,00 e R$20,00. Ainda segundo Salvador, o lava-rápido gera uma economia de 60% no gasto com água, sendo que o metro cúbico (mil litros) de água vinda da concessionária custa R$ 2,907.

A lavagem de um carro usa 250 litros de água para ser realizada. Campinas tem uma frota de 400 mil veículos, a sétima do país, e calculando uma média de uma lavagem semanal por carro, são gastos 400 mil metros cúbicos de água por mês. São 4,8 milhões de metros cúbicos de água gastos com lavagens de automóveis por ano, a metade do consumido por mês no município.

No processo, o esgoto passa por uma camada chamada de SAO, que retira partículas grossas de areia e óleo. Depois cai em um reservatório que a trata em três processos: flotação por ar, biofiltração e filtração. Cerca de 20% do esgoto se perde, a evaporação é a proncipal causa.

Desde 2003, a lei municipal 11.831 obriga os lava-rápidos da cidade a tratarem o esgoto produzido. De acordo com o professor da Faculdade de Engenharia Ambiental da Puc-Campinas, Antônio Carlos Demamboro, isto é necessário por causa dos óleos e metais provenientes da lavagem do carro. "A estação de tratamento de esgoto é projetada para tratar resíduos domésticos e o que resta da lavagem do carro, além de ser impossível de tratar, dificulta o tratamento convencional", completou o professor.

A saída encontrada por alguns estabelecimentos para seguir a lei é armazenar o esgoto em tanques e depois pagar para que ele seja retirado e tratado. Depois a água tratada é despejada no sistema de esgoto da cidade. É o que fazia o Posto Pachá, que, devido ao custo da operação, deixou de realizar a lavagem de carros.

A Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC), fez um estudo com a experiência do Eco Wash. Concluíram que muitos empresários não enxergam a possibilidade de que o alto investimento, depois de um tempo, diminui os custos. Entretanto muitos estabelecimentos simplesmente não têm condições financeiras de implantar ou terceirizar um sistema de tratamento de esgoto. A AEASC recomenda que seja praticada a "aplicação de incentivos fiscais ou econômicos por parte das prefeituras", além de impostos mais caros para quem não faz o reúso da água.

Diego de Souza

4 comentários:

Luis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luis Corvini Filho disse...

Pena que eles cobram tão caro, sendo que tem economia de água, não é? Poderiam repassar para o consumidor uma parte. E se fechassem em VINTÃO?? hehe.

Valeu Diegão, saudade de seus posts..hehehe

F. Fachini disse...

boa,,participação do Diego,,,

kra, e num tem nada de gaucho não, só catarinenseeee

falow

Anônimo disse...

RIDICULOSSSSSSSSSS