quinta-feira, 14 de maio de 2009

A hora da vez é fazer
XIXI no BANHO!

Fernanda Bugallo

Quem acha que fazer xixi no banho soa como algo estranho ou até mesmo anti-higiênico está totalmente por fora! Muitos internautas já receberam newsletters sobre esse assunto, que virou até reportagem especial no dia 12 de maio no Jornal Nacional.

Mario Mantovani, diretor de mobilização da SOS Mata Atlantica, foi o principal entrevistado, durante a reportagem sobre o uso adequado de água. De como forma podemos economizar? "Fazer xixi no banho é uma das maneiras", afirma Mantovani.

Segundo o site da SOS Mata Atlantica, uma simples descarga economizada em 1 dia resulta na economia de 4380 litros de água potável no ano.

Após o término do Jornal Nacional, Mario conversou com os internautas no chat a respeito do uso da água e, principalmente, como economizar. 

Confira alguns trechos do bate-papo virtual aqui:

Internauta: Como impedir o desperdício de água em casa?

Mario Mantovani: Temos diversas maneiras, uma das coisas importantes é termos caixas acopladas nos vasos sanitários. Fazer também uma revisão periódica no encanamento, nas torneiras, na máquina de lavar.

Internauta: Existem tecnologias que podem ser utilizadas na construção como aproveitamento e retenção da água das chuvas? Existe alguma legislação estadual ou municipal para o reaproveitamento da água das chuvas para limpeza de quintais e sanitários?

Mario Mantovani: Levamos esta campanha para a água pois a Mata Atlântica é a grande produtora de água. Em casa, é importante ter esta atenção pois a água é o bem mais escasso das nossas cidades. Mas é importante também dizer que muitos municípios brasileiros não cobram pela água. E não cobram por covardia, pois pensa-se que isso não dá voto. E é um problema sério pois há um grande desperdício. Outro ponto é também o desperdício nas redes antigas e deterioradas. Em alguns lugares do país, este número chega a 40%.

Internauta: Que projeto de educação ambiental você sugere para desenvolver numa escola de ensino fundamental?

Mario Mantovani: Nós temos um programa na SOS Mata Atlântica sobre educação ambiental. Por exemplo, a SOS faz monitoramento de água com jovens, usando metodologias simples. Você pode encontrar em nosso site que é http://www.sosma.org.br/

Internauta: Quais são as políticas públicas hoje no Brasil para incentivar a economia de água?

Mario Mantovani: Muito poucas. Por exemplo, as válvulas de descarga deveriam ser proibidas. O que temos de avanço foi a criação de uma legislação moderna de água no Brasil. O que se tem de importante neste sentido hoje no país é a participação institucional da sociedade. E aí sim, a nossa ação de cidadão podem fazer com que se coloque a questão da educação ambiental, controle do desperdício Temos defendido que se crie a figura de um produtor de água na cidade, onde o sujeito que tenha uma área verde e tenha um manancial em sua propriedade seja reconhecido como um produtor de águas.

Internauta: Utilizar a água da chuva é uma boa opção? Como?

Mario Mantovani: É fundamental. Temos visto experiências muito boas no semi-árido. Em casa também podemos fazer isso, mas precisamos ter muita atenção na questão da contaminação. E também é importante ter cuidado com produtos químicos.

Internauta: Qual o papel da indústria no consumo e desperdício de água?

Mario Mantovani: Quando da criação da lei de águas no Brasil, criamos o papel de quem contamina a água, paga por isso. E aquele que pega a água, utiliza e devolve melhor do que pegou, vai ter um incentivo.

Internauta: Quais as consequências para o país se continuarmos com o desperdício?

Mario Mantovani: É uma pergunta muito séria. Nós já sofremos problema de escassez de água. São Paulo já manejo de outras bacias através de transposições para que se tenha o que beber em São Paulo. As cidades estão chegando aos seus limites de captação de água. Mas não só aqui, em Manaus e Belém também têm suas águas contaminadas. A capacidade de tratamento e de se manter a qualidade da água é muito difícil. Então, onde temos excesso de água, muitas vezes temos falta dela. Há a poluição por esgotos nas cidades e também o desmatamento das áreas ao longo de rios e lagoas. Além das represas, que tem grandes quantidades de alga e muitas vezes se usou cloro para matá-las, criando uma substância muito perigosa para a qual o tratamento convencial não é suficiente.

Mario finaliza o bate-papo contando um pouco de como fica a situação das pessoas que se utilizam de poços artesianos. Para ele, os aqüíferos tem sofrido muita pressão. “Aquele poço que pode parecer inocente pode vir a se transformar em um transmissor de doenças”, alerta.






Um comentário:

F. Fachini disse...

interessante, mas eu continuo com a idéia que "uma descarga a cada dois xixis" seja mais higienico.

bom te ver fer..bj