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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Biosfera - Copenhage & Brasil

EUA e China na marcha ré

O presidente Lula discordou da decisão dos EUA e China de não apresentar metas para a redução dos gases poluentes em Copenhage. “O Brasil tomou a iniciativa de apresentar números para poder cobrar”, afirmou o chefe brasileiro.


Por Fabiano Fachini

A decisão dos Estados Unidos e da China de não apresentar metas para a redução dos gases poluentes na conferência sobre o clima, mês que vem, foi criticada, nesta segunda-feira, pelo presidente Lula.
Ele passou o dia em Roma, na reunião da agência da ONU para Agricultura e Alimentação.
A notícia do acordo entre os Estados Unidos e a China caiu como uma bomba em Roma, onde representantes de 60 países discutem a segurança alimentar do planeta. Porque a produção de alimentos depende também das condições climáticas.
O presidente Lula ficou contrariado, mas não parecia surpreso com a decisão da China e dos Estados Unidos de não apresentar metas de redução dos gases poluentes.
O presidente afirmou que amanhã vai telefonar para os lideres Barack Obama e Hu Jintao. O presidente brasileiro lembrou que a China tem muitos compromissos com os países emergentes e terá que honrá-los. E concluiu “quanto às metas é só uma questão de tempo”. Ficamos na expectativa, então, de os governos engatarem ao menos uma primeirinha, para sair dessa marcha ré vergonhosa.
“O Brasil tomou a iniciativa de apresentar números para poder cobrar. Todos terão que apresentar números, inclusive o presidente Obama e Hu Jintao”, destacou Lula.
Mesmo sem acordo, o presidente Lula disse que vai à Copenhagem, ainda que para assinar apenas um acordo político.
Na reunião de Roma, contra a fome, os políticos poderosos das nações ricas estavam ausentes. Mas Lula afirmou que sempre estiveram.
As metas do ano 2000, de reduzir a fome pela metade até 2015 também não serão respeitadas. O número de famintos pulou em nove anos de 800 milhões para 1,02 bilhão.
O Papa Bento XVI foi, pela primeira vez, à Assembleia da Fao, defender o direito fundamental à comida. Pregar a responsabilidade com o clima e mudanças de estilo de vida.


Acabamos de ver, no post abaixo, a equipe Biosfera em entrevista com Marina Silva. O destaque: sustentabilidade, metas para Copenhage... Mas logo vemos essa situação, dois paises de poder significativo no cenário internacional desrespeitando a todos os cidadãos do mundo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

BIOSFERA Copenhague

Brasil tem meta voluntária reduzir emissões de gases em até 38,9%

por Diego Geraldo

Foi anunciado nesta tarde a meta voluntária que o Brasil levará Convenção do Clima, em Copenhague, em dezembro. O governo assumiu o compromisso público de reduzir as emissões de gás-estufa entre 36,1% a 38,9% até 2020. Este valor leva em conta a expectativa dos lançamentos que o Brasil teria em 2020 caso medidas não sejam tomadas.

A ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff se encarregou do anuncio, na cerimonia que contou com a presença do presidente Luíz Inácio Lula da Silva e do ministro do meio-ambiente Carlos Minc. Dilma fez questão de lembrar que a meta brasileira é voluntária, diferentemente dos países desenvolvidos que deveriam apresentar um compromisso de metas obrigatório.

Segundo a proposta, as reduções provenientes do desmatamento diminuiriam 24,7%; a agropecuária reduziria de 4,9% a 6,1%; energia de 6,1% a 7,7%; e "outros" setores, em especial a siderurgia, de 0,3% a 0,4%. Dilma explicou que o governo agora irá estudar como levantar verbas para as ações, financiamento que pode vir dos cofres da União, da iniciativa privada, organismos internacionais e governos estaduais que quiserem participar.

Um cálculo apresentado pela jornal "O Estado de S. Paulo" aponta que uma redução de 40%, até 2020, resulta em uma redução de 19% das atuais emissões brasileiras. Nos EUA, o presidente Obama apresentou ao Congresso uma meta de redução de 20% em relação às emissões atuais do país, considerada tímida por ambientalistas. Vale destacar que a proposta norte-americana não prevê necessariamente medidas para reduzir as emissões, e sim de compra de créditos de carbono e que as emissões brasileiras são inferiores às norte-americanas.

Não existe dado oficial sobre as emissões atuais no Brasil, mas em 2005 um estudo da USP mostrou que nossas emissões foram de 2 bilhões de toneladas. A maior parte deste número vem do desmatamento. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil estará emitindo 1,62 bilhão de toneladas de gases em 2020 com as ações e, sem as metas, seriam de 2,7 bilhões de toneladas emitidas. (Foto: Agência Brasil)

domingo, 11 de outubro de 2009

BIOSFERA: Desmatamento Zero

Metas ambientais do Brasil

Marina Silva cobra metas ambientais e defende que Brasil pode adotar Desmatamento Zero, proposta do Greenpeace rechaçada pelo Presidente Lula na última semana


Por Fabiano Fachini

A 57 dias da abertura da 15ª Conferência do Clima (COP15) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague, na Dinamarca, a senadora e pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, elevou o tom contra a política ambiental do governo Luiz Inácio Lula da Silva e cobrou que o Brasil assuma metas ambiciosas para a redução das emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Marina, que foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, defendeu que o País pode adotar o desmatamento zero - proposta do Greenpeace que foi rechaçada pelo presidente na semana passada.

As reivindicações da senadora foram feitas ontem, em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, onde recebeu o Prêmio Príncipe Albert II por sua militância ambientalista. Marina foi uma das convidadas de honra da festa, que também premiou personalidades como o sociobiólogo norte-americano Edward Osborne Wilson. Chamada ao palco, a ex-ministra ouviu elogios do príncipe Albert II, que prestou tributo a "quem trabalha com coragem e inteligência pela defesa do meio ambiente"

Discursando em português por cerca de cinco minutos, a senadora advertiu sobre o estado "decepcionante" das negociações internacionais para um acordo do clima em Copenhague, em dezembro, e pediu mais esforços do governo brasileiro. "O Brasil tem dado importante contribuição com sua matriz energética renovável, com a produção de biocombustíveis e avanços recentes na luta contra o desmatamento da Amazônia. Mas pode e deve fazer mais", afirmou. "Precisa assumir metas globais de redução de suas emissões de dióxido de carbono e contribuir para que os demais países em desenvolvimento façam o mesmo."

Mais cedo, Marina disse discordar do presidente Lula, que na segunda-feira, em Estocolmo, na Suécia, afirmou ser impossível o País adotar metas de desmatamento zero. A incorporação desse objetivo vem sendo defendida pela organização não-governamental (ONG) Greenpeace. "É possível", afirmou a senadora. "Não é algo que aconteça da noite para o dia. É uma meta a ser perseguida. Para que tenhamos desmatamento zero é preciso que se otimize todos os meios e incentivos para diminuir o desmatamento até zerá-lo sem causar prejuízos."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


imagem ilustrativa