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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BIOSFERA: Prêmio

Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia 2009

Por Fabiano Fachini

As inscrições para o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia 2009, promovido pelo Ministério de Minas e Energia, foram prorrogadas até o dia 11 de setembro.
O limite para enviar projetos e documentos passou a ser dia 18 de setembro. Vale lembrar que as empresas, públicas ou privadas, podem inscrever mais de um projeto de eficiência energética que contribuam para melhor qualidade de vida e desenvolvimento sustentável do país.
As categorias são Edificações, Empresas do Setor Energético, Imprensa, Indústrias, Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) e Órgãos e Empresas da Administração Pública.Entre os critérios de julgamento estão potencial de replicação das medidas implementadas, redução do consumo de insumos energéticos utilizados nos processos, redução da demanda de energia, benefícios ambientais, disseminação interna dos conceitos implementados e conscientização da comunidade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BIOSFERA Reportagem - Reciclagem de Computadores


USP terá primeiro centro de reciclagem total de PCs antigos


O Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP vai reciclar, a partir de agosto, diversos tipos de lixo eletrônico, mas em especial os computadores pessoais (PCs). A proposta prevê que o centro se torne um local de captação e encaminhamento de computadores velhos, que, segundo Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, normalmente teriam apenas alguns de seus componentes reciclados e o resto descartado em lixo comum.
O projeto envolve um orçamento de R$180 mil. Outra vantagem, além de ser considerado um projeto de baixo custo, é que ele de se tornar auto-sustentável, recebendo apenas 500 equipamentos por mês. Este será o primeiro centro público de reciclagem de lixo eletrônico do Brasil. Apenas na USP há um parque tecnológico com 37 mil computadores, 15 mil impressoras e 4,5 mil equipamentos de rede. Destes, aproximadamente 15% se tornam obsoletos todo ano.
No Brasil, somente em 2008, 12 milhões de novos PCs foram vendidos. O centro atenderá, até o fim do ano, apenas o campus da USP, mas estará aberto a partir de 2010 à população em geral, inclusive empresas.
fABIANO fACHINI
imagem: clique

sábado, 8 de novembro de 2008

Galvanosplastia e o tratamento de efluentes

O conteúdo está diretamente ligado ao blog e ao programa do BIOSFERA.
Essa é a matéria que classificou Fabiano Fachini para a final da Semana Estado de Jornalismo e Prêmio Banco Real de Jornalismo 2008. A matéria foi publicada no dia 29 de outubro no jornal o Estado de S. Paulo.
Confiram a matéria:
Limeira reduz a poluição em fábricas de bijuterias
Na capital nacional da bijuteria, Limeira (SP), está mais fácil reduzir a poluição gerada pelas empresas que trabalham com a galvanoplastia. O custo do sistema básico para o tratamento de efluentes, de uma pequena empresa, diminuiu aproximadamente 1200%. Os tanques utilizados no processo pós-banho das bijuterias pode ser adquirido por R$ 5 mil. “Antigamente chegava-se a pagar R$ 60 mil”, afirma o proprietário da Z e Z Folheados e um dos diretores da Associação Limeirense de Jóias (ALJ), Odair Zambon.
Preocupado com a questão ambiental e a ecoeficiência, o empresário adaptou a empresa ao “Produção Mais Limpa”. Projeto desenvolvido pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) de Limeira, em parceria com a ALJ, o Sindicato da Indústria de Joalheria, Bijuteria e Lapidação de Gemas do Estado de São Paulo (Sindijóias) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).
De acordo com o presidente do Sindijóias Limeira, Ângelo Percebon, as empresas que seguem as normas e participam do projeto, já reduziram o consumo de energia, água, matérias-primas e os gastos com tratamento de efluentes e disposição final de resíduos, obtendo ganhos econômicos e ambientais muito significativos.
Em Limeira, cidade que concentra 50% das empresas do setor de galvanoplastia do estado de São Paulo, segundo o Sindijóias, o exemplo do empresário Odair estimula empresas a saírem da clandestinidade ou as formais a integrarem o “Produção Mais Limpa”. “Se não participam pela consciência ambiental, vai ser pela redução de custos”, afirma Odair avaliando as vantagens das pequenas ações na busca da ecoeficiência.
O setor da galvanoplastia é considerado potencialmente poluidor. O lançamento dos resíduos gerados pelo processo de galvanização sem o devido tratamento acarreta prejuízos ao ecossistema e à saúde da população. De acordo com a empresa responsável pelo tratamento de esgotos da cidade, Águas de Limeira, esses resíduos ainda danificam a rede de esgoto e provocam a deterioração do solo.
A galvanoplastia, processo em que metais são revestidos por outros mais nobres para fins estéticos, gera efluentes com altas taxas de metais pesados, explica o químico Carlos Eduardo Pacheco, da CETESB. No primeiro banho, as peças passam pelo desengraxe, depois são mergulhadas em tanques de ativação ácida, cobre alcalino, níquel e por último passam pela folheação, que pode ser em ouro ou prata.
O proprietário da Z e Z Folheados, Odair Zambon, explica que o processo de limpeza dos efluentes das fábricas de galvanização é semelhante ao tratamento de uma piscina. “Enquanto na piscina retiramos os sólidos, ajustamos pH e cloro, aqui procuramos ajustar o pH e neutralizar cianetos”, diz. Os resíduos utilizados no banho das jóias vão para um tanque chamado reator, para diminuir o pH da água de acordo com o padrão federal. O segundo passo é a decantação dos metais pesados. Em um terceiro momento, solta-se a água para o esgoto e o lodo que sobra do processo é recolhido em um recipiente especial e encaminhado para uma empresa de São Paulo, que o utiliza como corante para pigmentação.
O excesso de metais pesados no meio ambiente pode afetar a biodiversidade de uma região e no ser humano causar de febre a má formação congênita. A luta ainda é para que 100% das empresas do setor regularizem sua situação e deixem de trabalhar clandestinamente. “Mas o difícil é mudar a mentalidade ambiental das pessoas”, declara Odair Zambon.